terça-feira, 28 de novembro de 2017

Nina Simone e sua fantástica voz





Vamos de Música com Nina Simone... Dona de uma voz incomparável, timbre emocionante, Nina, Batizada Eunice Kathleen Waymon, foi historicamente rejeitada em algumas escolas de música, sendo aceita anos mais tarde na Julliard de NY, sendo inclusive, umas das primeiras cantoras negras a ingressarem na respectiva escola; se destacou na luta contra o racismo, sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra. Nina foi, e é pra mim, uma das maiores cantoras, pianistas e compositoras de blues do últimos tempos!! Vale a pena tirar uns momentos e viajar nas canções dela!



A voz de Nina ressoando na madrugada é como um veludo grosso protegendo a pele do frio do inverno, numa intencionalidade de chamar pra neve e sair brincando,... não tem igual, essa é uma das sensações que sinto ao ouvir Nina, seja numa música mais agitada, com o piano mais grave, seja nas músicas mais suaves em que a voz dela pontua como o instrumento primordial.

Ouve-se Nina, e esse “ouve-se”, chama o forte clamor contra a segregação e o racismo, sua música denota plena igualdade revestida em talento, num mundo que apenas classifica, ela torna-se um clássico, não só com “Mississippi Goddamn”, mas também com “Feelin’Good”. O ribombar dos pianos clamam por sua voz forte, firme, concisa, por seu timbre marcante, pela alva delicadeza do todo quando se juntam, pois torna-se tão agradável,  que é fácil imaginar-se dançando ou simplesmente sentar  no sofá e se deliciar com a música, com o vasto cardápio de suas obras. Nina tinha uma voz tão pregada a sua realidade quanto os seus sentimentos, e eu ouço isso em sua música, e pra mim é como me apaixonar novamente por ela, a voz dela não foi trancada em poucos clássicos mirrados, ela estava acima dessa nova onda do hit que “bomba” e logo é esquecido, sua voz e sua música passeiam na “Champs- Élysées” do Blues. Todas as vezes que a ouço, tenho ímpetos de pedir que “Deus abençoe a América”, com Nina Simone a referência é certa. 





Análise "músico-sensorial", com o cumprimentos de Juliane Schimel, sempre a seu dispôr! 

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